Breves crônicas
Bergamota
No alto, a avenida Raja define o horizonte, seus prédios distantes. Longe, onde a vista não vê, existem mais prédios. Milhões de pessoas aglomeradas formam essa metrópole, das quais conheço poucas. A noite cai suave, luzem as janelas, árvores descansam na penumbra. Gritos diluídos no espaço comemoram o jogo. Gosto de bergamota na boca, cheiro de sua casca na mão. A cama espera o corpo cansado. A transmissão que vem do sul distante interrompe-se num clique.