Wingene Logo, polígono regular de 12 vértices (12/5- vermelho (a herança ancestral)) e estrelas geradas com (12/4 - verde,12/3- amarelo e 12/2- azul (o espírito material), 4 cores, 4 pilares do método VIDA)

Wingene

Felicidade é criar o futuro ancestral.

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O cascudo e outras histórias

O clube dos pinguins

Pedro fazia de tudo para o seu filho, Marquinhos. Ele estava com 7 anos, era um garoto muito animado, mas quando estava em casa, não tinha amiguinhos para brincar. O pai brincava com ele, mas muitas vezes não tinha tempo. Nessas horas, acabava emprestando o celular para ele. Marquinhos se divertia com joguinhos que o pai colocava no celular. Um dia, um amigo disse: — Você conhece o clube dos pinguins? — O que é isso? Perguntou Marquinhos. — É um jogo muito legal, tem no celular da minha mãe.

Quando chegou em casa, pediu ao pai: — Papai, pode pôr o clube dos pinguins para mim? O pai pesquisou no celular: — Achei um aqui, vou colocar para você. Pedro não sabia, mas o que tinha encontrado não era o jogo oficial. Marquinhos gostava do jogo, vivia de olhos atentos à tela, salvando e engordando os pinguins com peixinhos. — Marquinhos, vem lanchar. Deixa esse jogo um pouco. Chamava a mãe. Desafios coloridos piscavam a todo momento, outros jogadores chamavam para conversar. Nem ouvia a mãe. A mãe insistia: — Filho, já estamos na mesa. — Espera, deixa eu acabar essa fase.

Animado com o jogo, Marquinhos recebeu uma mensagem: “clique e ganhe 10 pontos”. Ele clicou, era um vírus. O celular do pai ficou infectado com um aplicativo do mal. O pai, sem perceber, continuou utilizando o aparelho. Mal sabia do vírus roubando seus dados. No dia seguinte, o pai foi pagar uma conta e levou um susto. Não tinha dinheiro suficiente. Ligando para o banco, informaram que havia pagamentos suspeitos na sua conta, que podia ser algum vírus no celular. Pedro pensou: será que é o jogo do Marquinhos?

Olhou o jogo do filho e viu as mensagens que prometiam prêmios e pontos. Desconfiado, foi até um técnico que removeu o vírus e apagou o jogo, recomendando trocar as senhas do banco. Resolvida a situação, chamou Marquinhos: — Filho, você não pode clicar em mensagens assim. — Não sabia, papai. — Eu também tive culpa, porque coloquei o jogo errado para você. A mãe, que estava próxima, aproveitou e disse: — Quem sabe agora você fica menos tempo no celular. Podia brincar com os amigos na quadra ou jogar com a gente. O pai completou: — Meia hora ao dia já está bom. — Mas, papai, meia hora é muito pouco. — Com outras brincadeiras, você vai ver que não é.

Marquinhos relutou no começo, sempre tinha vontade de jogar no celular. Os pais o lembravam do combinado. Ele insistia. Com o tempo, a rotina do menino mudou. Marquinhos jogava bola com os amigos, brincava com jogos de tabuleiro e desenhava com os pais. Um dia, jogando xadrez, após um cheque-mate, ele disse: — Mamãe, é mais legal brincar assim do que com o celular. — Verdade, filho, e você está ficando craque no xadrez.


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