Wingene Logo, polígono regular de 12 vértices (12/5- vermelho (a herança ancestral)) e estrelas geradas com (12/4 - verde,12/3- amarelo e 12/2- azul (o espírito material), 4 cores, 4 pilares do método VIDA)

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Felicidade é criar o futuro ancestral.

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Ipês e Tijolos

Eudaimonia Social

O destino pavimentado pelos ancestrais colabora para a evolução individual. Essa é uma rota que está aberta para muitos. À medida que grande parte da sociedade passe a traçar esse caminho, os benefícios serão sentidos por todos. Cada indivíduo em eudaimonia encontrará ecos em outras mentes. Assim, um grupo de pessoas poderá ser influenciado por esse florescimento da verdadeira felicidade.

Para filósofos como Aristóteles, a felicidade surge da evolução moral e cultural. O cultivo das virtudes e a consequente eudaimonia podem ser o futuro da ampla maioria. Esse futuro é possível, apesar dos vícios crescentes da sociedade moderna. Ele é uma esperança real.

A gentileza, na Grécia antiga, era uma lei sagrada de hospitalidade — um dever moral imposto pelos deuses. No século XVIII, essa hospitalidade evoluiu para o conceito de gentileza social. O que antes era reservado a convidados passou a ser um direito universal. Do mesmo modo, qualquer virtude pode se disseminar na sociedade. Por exemplo, se uma pessoa colabora com um grupo, o grupo também tende a colaborar.

A adoção ampla de valores éticos pode parecer utópica. Sempre haverá abutres que se corrompem e se beneficiam da desigualdade social. Mas esses nunca alcançarão a eudaimonia. Cada passo à frente na estrada pavimentada pelos ancestrais mostra que os vícios não conduzem a destino algum. Portanto, existe a possibilidade de que esse conhecimento reduza o espaço de ação desses abutres.

A cultura permite a evolução do pensamento individual, o qual pode ser a força motriz do próprio aprimoramento cultural e moral. Para isso, a sociedade precisa estar aberta às inovações, detectar e corrigir as falhas, ajustando a rota e adotando boas ideias amplamente. Assim, a cultura evolui, numa espiral progressiva. Isso precisa de leis e instituições que as façam cumprir. Essas leis não podem ser rígidas, mas devem evoluir conforme esse modelo. A busca pelo aprimoramento pessoal ganha, desse modo, novo significado, se traduz na eudaimonia individual e coletiva.

As empresas também podem se beneficiar dessa espiral evolutiva. Ao investir no bem-estar social, colhem reconhecimento e crescimento sustentável, criando valor compartilhado para colaboradores e sociedade.

O Estado, ciente da importância do florescimento das virtudes, criará leis e recursos para incentivá-lo. Isso auxiliará o progresso da sociedade — aquele que define a rota do porvir. Assim, o poder público também colherá os frutos da eudaimonia social.


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