Ipês e Tijolos
Eudaimonia Social
O destino pavimentado pelos ancestrais colabora para a evolução individual. Essa rota está aberta para muitos. À medida que grande parte da sociedade passe a traçar esse caminho, os benefícios serão sentidos por todos. Cada indivíduo em eudaimonia encontrará ecos em outras mentes. Assim, um grupo de pessoas poderá ser influenciado por esse estado.
Para filósofos como Aristóteles, a felicidade surge da evolução moral e cultural. O cultivo das virtudes e a consequente eudaimonia podem ser o futuro da ampla maioria. Minha obra compartilha essa visão, apesar dos vícios crescentes da sociedade moderna. Ainda assim, é uma esperança.
A gentileza, na Grécia antiga, era uma lei sagrada de hospitalidade — um dever moral imposto pelos deuses. No século XVIII, essa hospitalidade evoluiu para o conceito de gentileza social. O que antes era reservado a convidados passou a ser um direito universal. Do mesmo modo, qualquer virtude serve de exemplo e se dissemina na sociedade. Por exemplo, se uma pessoa colabora com um grupo, o grupo também tende a colaborar.
A adoção ampla de valores éticos pode parecer utópica. Sempre haverá abutres que se corrompem e se beneficiam da desigualdade social. Mas esses nunca alcançarão a eudaimonia. Cada passo à frente na estrada pavimentada pelos ancestrais mostra que os vícios não conduzem a destino algum. Portanto, existe a possibilidade de que esse fato reduza o espaço de ação desses abutres.
As grandes empresas também podem se beneficiar dos que seguem a rota do aperfeiçoamento. Ao investir no bem-estar social, colhem reconhecimento e crescimento sustentável, criando valor compartilhado para colaboradores e sociedade.
O Estado, ciente da importância do florescimento das virtudes, criará leis e recursos para incentivá-lo. Isso auxiliará o progresso da sociedade — aquele que define a rota do porvir. Assim, o poder público também colherá os frutos da eudaimonia social.