Wingene

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Ipês e Tijolos

O fogo de Prometeu

O fogo dos deuses que rouba Prometeu não apenas aquece, mas traz a luz. O fogo é o conhecimento científico que incendeia o panteão mental, substituindo o medo do sobrenatural pela coragem da razão. Nem mesmo Zeus é capaz de impedir que o saber se propague, condena prometeu a um eterno suplício. Hércules liberta Prometeu e o infindável castigo vira memória simbolizada por um anel. Assim, o conhecimento se difunde liberto do controle do todo-poderoso.

O espírito, baile material da consciência, alcança novos horizontes com a sabedoria. A religião e as baleias do capital muitas vezes são como Zeus e escondem a chama do saber em dogmas e mitos. O Estado investe na educação, mas a luz da verdade pode desviar-se nos escudos do poder. É preciso permitir a dança do método científico. A eudaimonia social surge quando o fogo de Prometeu não arde isolado em castelos, mas ilumina a mesa de todos, garantindo que cada marujo descubra o espírito que vibra em seu próprio leme.


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