Não é concebível a figura de um criador antropomórfico, onipresente no tempo e no espaço, agindo como um perpetuador. O universo é infinito e constante. O cosmos se modifica, o tempo existe sem início ou fim, e a matéria se transforma eternamente.

A vida surge e desaparece no universo, moldada com elementos que o próprio ciclo universal cria, em estrelas, supernovas e afins. As fusões e fissões nucleares que transformam o mundo atômico são a base das células vivas. Deus, neste conceito abstrato, assume a forma de regente das leis naturais — aquelas que permitem a beleza harmônica que se expande das partículas elementares às galáxias.