Wingene Logo, polígono regular de 12 vértices (12/5- vermelho (a herança ancestral)) e estrelas geradas com (12/4 - verde,12/3- amarelo e 12/2- azul (o espírito material), 4 cores, 4 pilares do método VIDA)

Wingene

Felicidade é criar o futuro ancestral.

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O cascudo e outras histórias

Aventura de bicicleta

Clara e Alice com os pais preparando para a aventuraAs irmãs Clara e Alice gostavam muito de andar de bicicleta. Quando Clara completou 8 anos e Alice já estava com 10, ganharam bicicletas novas, mais modernas e com dez marchas. Com pouco tempo, as meninas já estavam craques nas bicicletas novas, aproveitando as marchas para aumentar ou diminuir o esforço ou a velocidade. Alice era mais cuidadosa, não corria muito, já Clara, volta e meia, se esborrachava no chão fazendo manobras radicais.

Andavam na pracinha e no parque perto de casa. O parque era enorme, por isso suas aventuras nele eram apenas em um espaço pequeno. Certo dia, resolveram fazer uma trilha maior no parque. Quando explicaram a ideia para o pai, ele disse: — Vocês conseguem andar tanto com suas bicicletas? Elas responderam em uníssono: — Sim! A mãe também advertiu: — Lembrem-se, vocês precisam poupar energias para chegar até o fim. As meninas pensaram. Clara disse: — A gente poupa. Alice completou: — Vamos sem pressa para cansar menos. Havia mapas na entrada, elas correram e pegaram um, definindo o trajeto com paradas obrigatórias na cachoeira, no recanto de pássaros e no bosque dos macacos-prego.

Clara e alice na cachoeira Iniciaram a aventura, de acordo com o roteiro planejado. Subiam os morros com a marcha mais leve e desciam com uma marcha não muito pesada para não correrem muito. Clara, apesar de mais nova, ditava o ritmo em pedaladas velozes. Alice vinha atrás, paciente. Após subir o primeiro e o segundo morro, chegaram à cachoeira. Quando desceram das bicicletas, Alice disse: — Clara, lembra do que combinamos? — Como assim? — Precisamos ir aos poucos para não cansar logo. — Tem razão, vou mais devagar. A água da cachoeira era gelada, mas a queda d’água convidava a um mergulho.

Clara e Alice no recanto dos passárosApós aproveitar o banho refrescante, se trocaram e seguiram seu caminho. Precisavam superar mais três subidas bem fortes para a próxima parada. Seguiam firme. Clara acompanhava a irmã, pensando em economizar as forças. Enfim, alcançaram o recanto dos pássaros, desta vez, bem mais cansadas. As árvores frondosas davam abrigo aos pássaros que voavam soltos de galho em galho. Ficaram maravilhadas com a diversidade de pássaros que havia ali. — Olha, Alice, aquele passarinho ali, todo colorido. — É mesmo, e aquele outro ali, que grandão. Passaram bons momentos observando, até que, finalmente, retomaram a aventura com as bicicletas.

Observando os macacos prego do alto do morro mais altoO próximo destino estava mais próximo, parecia fácil. Venceram a primeira parte com algum esforço, mas, quando chegavam perto, havia uma subida muito alta. As meninas, valentes, começaram a pedalar, mas aos poucos foram se cansando, parecia que nunca chegariam ao fim. No meio do caminho, tiveram que descer das bicicletas, não aguentavam mais… Seguiram subindo a pé, empurrando suas bicicletas até conquistarem o topo do morro. Naquele local dava para ver toda a cidade. Enquanto tomavam fôlego, avistaram os macaquinhos saltando nas árvores. Ficaram ali admirando a paisagem, ofegantes. Um macaco passou com um filhote nas costas, outro se segurava a um galho pelo rabo. Que bonitinhos!

Piquenique com os pais Após um tempo, Clara lembrou: — Precisamos ir, temos que chegar antes de anoitecer. E as meninas desceram o último morro desta história. Com cuidado e mais algumas pedaladas, elas já estavam com o papai e mamãe. Suas pernas tremiam de cansaço, o suor escorria pelo rosto das meninas. Clara pensava na próxima aventura, enquanto Alice só queria um bom copo de suco com pão de queijo.


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