O sentimento de nacionalidade é inerente à geografia. Ele é saudável, mas não deve se exceder ao pertencimento à humanidade, que ultrapassa fronteiras e traz empatia a qualquer ser humano.

Em uma partida pelas oitavas de final da copa do mundo contra a Noruega, torcer pelo próprio país exige o discernimento de reconhecer, numa possível derrota, o mérito do adversário. Dar valor ao esforço de cada nação — como a digna resistência de Cabo Verde diante de uma poderosa Argentina — é compreender o verdadeiro papel da evolução coletiva.

A lição é que o esforço individual, em qualquer esfera, é feito de vitórias e derrotas. O fundamental é superar as imperfeições pessoais, cientes de que o perfeito é uma utopia e o ótimo a meta realizável.